Para lá de surpreendente, avitória no último domingo sobre o Flamengo na decisão do 1 ° Split do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL) deu à INTZ muito mais que o troféu e a vaga no Mid-Season Invitational (MSI). O título também permitiu à organização virar uma página fundamental de sua história, o estigma do Exodia.

Flamengo chega como favorito na final do CBLOL, mas é surpreendido pelo INTZ

Flamengo chega como favorito na final do CBLOL, mas é surpreendido pelo INTZ

Oliveira Atacarejo

Mas antes, calma!

O termo virar a página empregado acima não quer dizer (nem de perto) esquecer tudo que a maior formação da história do LoL brasileiro fez com a camisa do clube. Seria uma incrível loucura pedir algo deste tipo. Quero dizer que o título sem nenhum integrante daquela formação histórica mostra que a organização tem DNA vencedor, sem depender de um elenco em específico.

Por vezes, o apelido Exodia suplantava até mesmo o nome INTZ. Volta e meia, a hegemonia sustentada durante quase dois anos é creditada ao apelido do time, ofuscando a organização, que, obviamente, é a razão de ser de qualquer elenco.

É bem verdade que o CBLoL tem sete anos de vida, e a INTZ disputa a competição desde 2014. A maior parte desta caminhada foi trilhada com a formação ou com grande parte do Exodia. Até então, os três títulos do CBLoL estavam na conta do quinteto histórico. Sem os cinco juntos, a INTZ não havia conquistado nenhum título e chegou à decisão em apenas uma oportunidade. Em 2015, na final do 2° Split e desfalcados de Gabriel “Revolta”, o time ficou com o vice-campeonato para a também lendária paiN Gaming.

A história do Exodia era a história da INTZ no League of Legends. E vice-versa. Porém, este capítulo durou somente até o último fim de semana. Totalmente reformulada e na posição de azarão, algo novo para um time que sempre entrava como favorito, a INTZ mostrou que o Exodia foi embora, mas deixou uma camisa pesada, temida e respeitada. Uma organização que aprendeu a vencer e formar campeões. Um elenco forjado em promessas (Mills, Shinni e Envy,) orgulhos feridos (RedBert e, principalmente, Tay) e até mesmo uma contratação atabalhoada (que desgastou a marca), mas que pouco serviu no fim.

Exodia havia conquistado o até então três títulos do CBLoL da INTZ — Foto: Divulgação/ Riot Games

Exodia havia conquistado o até então três títulos do CBLoL da INTZ — Foto: Divulgação/ Riot Games

Adicione estes ingredientes no caldeirão que foi a final do CBLoL. Do outro lado, um Flamengo que mirava o MSI como se a final do 1° Split fosse apenas um mero tédio de tabela. Os jogadores até sustentavam uma retórica válida de confiança, mas a postagem de “Flanalista”, membro da comissão técnica rubro-negra, dizendo que era “chato esperar por algo que é óbvio” certamente inflamou os adversários. E passou do ponto – ainda que o autor deste texto seja um defensor da sinceridade e declarações menos pasteurizadas.

O impacto na INTZ ficou claro na reação dos jogadores imediatamente após o fim da partida: gritos, dedo em riste e o choro clamoroso de alguns. Os Intrépidos estavam machucados. Ainda que a frase soe absurda, naquele espaço, a tradição não era do Flamengo, era da INTZ.

Ainda que a formação atual da INTZ não inspirasse grandes sonhos, é preciso lembrar que a organização aprendeu a disputar o CBLoL. Agora, portanto, não há mais dúvidas sobre o peso da camisa intrépida.

Um, dois, três, quatro. Tetra. A INTZ é tetracampeã do CBLoL e o time que reina absoluto quando o assunto é CBLoL. Amanhã, não sei. Mas, hoje, esta é a máxima no maior campeonato de esportes eletrônicos do país.

 — Foto: Arte Esporte

— Foto: Arte Esporte

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