Super Ótica, Fone: (69) 3451-2164

A avó da menina incendiada pelo padrasto, neste domingo (15), acredita que o suspeito “premeditou” todo ataque contra a própria família em Porto Velho. Além da enteada de 12 anos, Alcicleudo Ferreira Paiva tentou atear fogo na esposa, na sogra e no cunhado.

Em entrevista, a avó da menina contou detalhes sobre a tentativa de homicídio da família. Segundo ela, na noite de sábado (14), sua filha havia ido dormir fora de casa, junto com a criança, pois Alcicleudo estava bêbado no imóvel e costuma ficar agressivo quando está sob efeito de álcool.

Enquanto estava na residência de uma amiga vizinha, já na madrugada deste domingo, a esposa do suspeito ouviu barulho de objetos sendo quebrados na casa dela e então ligou para a mãe.

Oliveira Atacarejo

“Minha filha ligou e pediu pra ir com ela ver o que acontecia na casa. Nisso minha neta e meu outro filho foram juntos. A gente queria convencer ele a parar de beber e ir dormir”, conta a avó, preferindo não se identificar.

Ao chegar no imóvel da família, a mulher relata que o suspeito sorriu e não demonstrou agressividade.

“Eu notei que ele estava com uma garrafinha na mão, mas nunca imaginei que dentro havia gasolina. A gente começou a andar pela casa e ele veio atrás. Ele fingiu estar tudo bem pra gente poder entrar na casa. Ele já tinha premeditado tudo”, afirma.

Quando a família estava dentro da casa, o suspeito jogou a gasolina nas vítimas e ateou fogo. “Eu só não me queimei, pois agi rapidamente e apaguei as chamas. Só que minha netinha não conseguiu ser tão rápida e as pernas dela ficaram pegando fogo”, relata a avó.

Ainda segundo a mulher, as chamas foram tão intensas no corpo da menina que chegaram ao cabelo.

Menina teve queimaduras de 1° e 2° graus nas pernas, em Porto Velho — Foto: Arquivo Pessoal

Menina teve queimaduras de 1° e 2° graus nas pernas, em Porto Velho — Foto: Arquivo Pessoal

Depois do ataque, o padrasto tentou fugir do imóvel, mas não conseguiu abrir o portão e passou a tentar agredir os parentes. A Polícia Militar (PM) foi chamada e Alcicleudo acabou sendo preso.

A menina inicialmente foi socorrida à UPA da Zona Leste, e depois transferida ao Hospital Infantil Cosme e Damião em Porto Velho. Ela está internada com queimaduras de 1° e 2° graus.

“Ela tá toda queimada. Foi feio esse ataque. Ainda bem que pelo menos o fogo não queimou o rosto dela, mas o cabelo e as pernas foram queimados pelas chamas”, diz.

Comentários

Central Cell Celulares - 3451-4560