Uma mulher brasileira, de 36 anos, foi morta pelo próprio filho, de 17, na segunda-feira passada, no apartamento onde ambos viviam, na localidade de Foz, na Galiza, Espanha. De acordo com o El País, o corpo da mulher, natural de Gurupi, foi encontrado mutilado dentro de uma mala, num armário da casa onde aconteceu o assassinato.

Segundo as autoridades, ao que tudo indica o crime foi cometido durante a madrugada, sendo que o menor foi detido por volta das 12h30. Na altura da detenção, de acordo com a  publicação, o jovem confessou às autoridades que tinha feito “algo muito mau”.

Oliveira Atacarejo

Minaene tinha emigrado para a Espanha há 14 anos e tinha iniciado, recentemente, um curso de chefe de cozinha num estabelecimento de ensino local. O rapaz frequentava um curso de técnico auxiliar de ação médica, em Burela, a cerca de 14 quilômetros do local onde vivia com a mãe.

De acordo com amigas de Minaene, o filho era “calado e tímido”, “não tinha amigos” e “estava sempre sozinho”. Com uma personalidade quase contrária à da mãe, as pessoas mais próximas da mulher afirmam que o jovem era violento e que a mãe tinha marcas de agressões no corpo.

Embora o filho fosse “obediente” e “correto” com todo mundo, Mari presenciou fortes discussões do suposto homicida com sua mãe. “Qualquer um que tenha um filho adolescente sabe como é difícil, mas ninguém imaginou que eles estavam tão mal”, lamenta a amiga. “Ela queria procurar ajuda das instituições e não sabia bem como encaminhar a situação. Quando ele se comportava mal, o castigava tirando o celular e outros aparelhos. Pouco a pouco, acho que ele foi criando um ódio.”

O Tribunal de Menores da província de Lugo, onde fica Foz, informou à imprensa na última terça-feira sobre as medidas cautelares que seriam adotadas para preservar a identidade do acusado, por ser menor de idade, e que ele seria mantido em regime fechado numa instituição tutelada. Antes da sua detenção, segundo um vizinho, o jovem manteve a televisão ligada a noite toda. Enquanto isso, o cadáver massacrado de sua mãe permanecia no armário.

Kelly e Mari organizam agora uma coleta entre amigos da Espanha e do Brasil para pagar a repatriação do corpo da sua amiga. “Ela sonhava em dar um bom futuro ao seu filho. Economizava. Tinha comprado um terreno no Brasil para fazer uma casinha e ficar perto dos seus pais e suas irmãs. É justo que Mina volte para a sua família”.

O jovem se encontra neste momento preso em regime fechado numa instituição, informou o Tribunal de Menores de Lugo.

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