Campanha de Prevenção ao Coronavírus Governo de Rondônia
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Rondônia acumulou 1.021 focos de queimadas entre os dias 1º e 7 de setembro de 2020. O valor é 70,1% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o estado somava 598 pontos de fogo. A região ocupa a 4ª posição nacional das que mais tiveram detecção de queimadas nesses sete dias, ficando atrás do Pará (2.980), Mato Grosso (2.299) e Amazonas (1.558).

Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) por meio do satélite de referência Aqua do Programa Queimadas.

Em ambos os períodos, Porto Velho ocupa a primeira colocação no ranking dos municípios que mais apresentaram focos de queimadas. Este ano, a capital contabilizou 234 focos, representando 22,9% do total de pontos ativos em Rondônia. Já em 2019, foram 134. No total, 35 cidades registraram pontos ativos nos primeiros dias de setembro deste ano.

Oliveira Atacarejo
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Uma densa nuvem de fumaça atinge o céu de Porto Velho desde o início do mês. A fumaça é oriunda de queimadas registradas na região da capital e sul do Amazonas.

  • Porto Velho – 234
  • Cujubim – 100
  • Machadinho D’Oeste – 88
  • Candeias do Jamari – 80
  • Nova Mamoré – 64

A capital rondoniense também se destaca no ranking nacional como a sétima cidade com maior número de queimadas nos sete primeiros dias de setembro:

  • São Félix do Xingu (PA) – 600
  • Altamira (PA) – 581
  • Colniza (MT) – 270
  • Novo progresso (PA) – 266
  • Aripuanã (MT) – 255
  • Apuí (AM) – 243
  • Porto Velho (RO) – 234

Dos 1.021 focos registrados de 1º a 7 de setembro de 2020, 74 foram detectados em terras indígenas (entre elas as TIs Uru-Eu-Wau-Wau e Karipuna) e 91 nas unidades estaduais de conservação (incluindo a Resex Jaci-Paraná, que representa 83,5% do quantitativo).

Porém, se a comparação for de um mês ao outro do mesmo ano, o quantitativo de focos de queimadas faz o caminho inverso. Julho de 2020 fechou em 428 pontos ativos detectados, enquanto agosto terminou em 3.086. Isso representa aumento de 621% entre os períodos.

A coleta dos dados

O Inpe realiza medições desde 1986, após ter realizado um experimento de campo em conjunto com pesquisadores da Nasa. O sistema, porém, foi aperfeiçoado em 1998 após a criação de um programa no Ibama para controlar as queimadas no país. Os dados da série histórica estão disponíveis desde junho de 1998.

Um foco precisa ter pelo menos 30 metros de extensão por 1 metro de largura para que os chamados satélites de órbita possam detectá-lo. No caso dos satélites geoestacionários, a frente de fogo precisa ter o dobro de tamanho para ser localizada.

Os focos de calor, a grosso modo, representam qualquer temperatura registrada acima de 47ºC, mas não é necessariamente um foco de fogo ou incêndio. Um foco, na verdade, indica a existência de fogo em um píxel de imagem. Neste píxel pode haver uma ou várias queimadas distintas.

Ciclo do desmatamento

As queimadas na Amazônia têm relação direta com o desmatamento. O fogo é parte da estratégia de “limpeza” do solo que foi desmatado para posteriormente ser usado na pecuária ou no plantio. É o chamado “ciclo de desmatamento da Amazônia”.

Após o fogo, o pasto costuma ser o primeiro passo na consolidação da tomada da terra. Nos casos em que a ocupação não é contestada e a terra é de qualidade, o próximo passo é a exploração pela agricultura.

O que provoca as queimadas?

Para haver fogo, é preciso combinar: fontes de ignição (naturais, como raios, ou antrópicas, como isqueiros ou cigarros); material combustível (ter o que queimar, como madeiras e folhas); e condições climáticas (seca).

Como a Amazônia é uma floresta tropical úmida, os incêndios mais recorrentes ocorrem quando a madeira desmatada fica “secando” por alguns meses e, depois, é incendiada para abrir espaço para pastagem ou agricultura. Segundo especialistas, um incêndio natural não se alastraria com facilidade na Amazônia.

As queimadas são apenas uma das etapas do ciclo de uso da terra na Amazônia. Depois do desmate, se nada de novo acontecer, a floresta pode se regenerar. Uma floresta secundária, no entanto, nunca será como uma original, mesmo que uma parte da biodiversidade consiga se restabelecer. Na prática, o que acontece é que a mata não tem tempo de crescer de novo.

Fonte: G1RO

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