Governo de Rondônia
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Após um crime ocorrido no último domingo, 24, no distrito do Guaporé, em Chupinguaia, quando um homem de 30 anos foi morto a facadas pelo enteado de 20, o FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso ao registro da ocorrência e um detalhe nos relatos do autor do crime, que se entregou à polícia e afirmou ter agido em defesa dos irmãos, chamou a atenção da reportagem.

Através de conversas informais com conhecidos do jovem R. Santos Marcos, como será citado, foi possível saber a que ele se referia quando disse aos militares: “não quis deixar meus irmãos desamparados, pois já perdi parte da minha família devido tal fato”.

Após uma série de buscas tanto junto a equipe da Delegacia de Homicídios de Vilhena, quanto em conversas com amigos de R. Marcos, a reportagem apurou que o jovem é um dos sobreviventes e, mesmo assim, vítima, de uma das piores chacinas já registradas no Estado de Rondônia, e que colocou um dos autores do crime brutal no ranking dos assassinos mais perigosos do Brasil.

Oliveira Atacarejo

R. Marcos, afirmou à polícia, no dia dos fatos, que se mudou para o distrito para morar com a madrasta, que o criou desde os 05 anos e com os irmãos de 07 e 13, devido ter ficado sabendo que o padrasto das crianças estava “judiando” delas e que, após ir morar na mesma residência, já havia presenciado o homem (FOTO) colocar a menina e o adolescente de joelhos no cascalho como forma de castigo.

Revoltado com a situação, R. Marcos interveio por algumas vezes com relação a forma de castigo adotada pelo padrasto das crianças, até que a situação saiu do controle e terminou em tragédia.

Devido a impossibilidade de entrevistar o jovem R.Marcos, que se encontra detido na Casa de Detenção desde o dia do crime, para saber sobre a tragédia que marcou sua vida e que é de deixar qualquer ser racional fora de seu juízo perfeito, a reportagem do site procurou o João Pedro Marcos, de 45 anos, pai do jovem, que mora em uma fazenda no distrito de Boa Esperança, onde trabalha como capataz, tendo ele aceitado falar do drama que viveu junto com o filho, que na época tinha apenas 04 anos de idade.

“Quando minha ex se casou novamente eu tive uma conversa com o marido dela e disse que ele podia corrigir as crianças, só que nunca tocar nelas e sei que a situação poderia ter sido resolvida de outra forma, mas de uma coisa tenho certeza, meu filho jamais faria o que fez de cabeça fria e se não fosse para proteger os irmãos, que é o nosso ponto fraco, devido A tudo que sofremos no passado e que irá doer pra sempre”, afirmou João Pedro.

A entrevista com o capataz, que aceitou mexer em um passado doloroso 16 anos depois para mostrar que o filho não é um bandido, tendo se emocionado inúmeras vezes durante seus relatos, leitor confere na segunda parte desta reportagem, que será divulgada ainda hoje com o título: “Rapaz que matou padrasto escapou de chacina que deixou sua mãe e quatro irmãs mortas; relembre tragédia que abalou RO“.

Fonte: FOLHADOSULONLINE.COM.BR

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