Mesmo investigação apontando que agiu em legítima defesa e evitou feminicídio, soldado rondoniense foi excluído da corporação em MT

Governo de Rondônia
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Um fato ocorrido há quase 3 anos e que repercutiu em nível nacional, envolvendo um soldado e um sargento da Polícia Militar de Mato Grosso, acabou com um desfecho contestável e que não agradou muita gente.

Mesmo as investigações concluindo que o então PM Ivanilto da Silva Bezerra Filho, que é natural de Theobroma, em Rondônia, teria agido em legítima defesa ao revidar uma agressão e evitou o que poderia ter terminado em feminicídio praticado por um sargento contra sua ex-namorada, o soldado foi excluído da corporação.

No dia 21 de março de 2018, um sargento da PM, após a separação, não aceitava o término do relacionamento, que teria se dado por motivo de diversas agressões contra a ex-companheira, foi até a casa da ex-namorada por volta das 23 horas, que estava em sua residência juntamente com a família, duas crianças menores de idade e um idoso, onde também se encontrava o soldado B Filho.

Oliveira Atacarejo

O sargento ao chegar na frente da casa, agressivo, tentou arrombar o portão e proferiu xingamentos e ameaças a ex, tendo dito: “abre aqui, sei que você está aí com esse soldado de merda!”

Todos se trancaram na casa e ligaram para o número de emergência da Polícia Militar solicitando uma viatura, conforme consta nós autos. Mas logo em seguida, antes que a viatura chegasse para atender a ocorrência, o sargento, totalmente desequilibrado e fazendo ameaças de morte, pulou o muro invadindo a residência.

Diante do cenário de pânico e acuados dentro da casa, o soldado tentou acalmá-lo dizendo: “sargento pára, pelo amor de Deus, pára, vamos conversar”. Sem êxito, o sargento começou a chutar a porta para arrombar e adentrar na residência onde todos já estavam temendo pela morte. Após vários chutes, o agressor conseguiu quebrar a porta entre trinco e beiral, conforme laudo pericial, estando ele armado com uma pistola .40 carregada e destravada com 15 munições.

Neste momento, já cessado todos os meios para evitar o pior, o soldado Ivanilto da Silva Bezerra Filho reagiu em legítima defesa própria e de terceiros, efetuando disparos na região torácica contra o sargento, na tentativa de evitar um feminicídio. O sargento veio a óbito no local.

Após todos os procedimentos, sendo inquérito policial e sindicância instaurada pela PM de Mato Grosso, todas as investigações apontaram que o soldado B Filho agiu em legítima defesa própria e de terceiros, sem ter cometido transgressões disciplinares.

Contudo, considerada por muitos como uma ação injusta, foi publicado no último dia 04 de março a sua exclusão (exoneração) da instituição Polícia Militar por este fato.

O que a defesa dele questiona é, como quem praticou um ato considerado heroico, salvando vidas, e esperava reconhecimento e apoio institucional, foi descartado e punido com a demissão, onde o fato aponta claramente excludente de ilicitude por “salvar vidas”.

Fonte: jarunoticia

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