Governo de Rondônia
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Para construir uma fusão, é preciso ter um reator e claro, muito estudo e investimento. Os países gastam bilhões de dólares para construir reatores de fusão nuclear gigantes. Em suma, eles fazem isso com objetivo de gerar eletricidade limpa e barata.

Os cientistas estão sempre construindo máquinas para entender como o mundo funciona. E o reator “Experimental Advanced Superconducting Tokamak” (EAST) é uma delas.

A China é um país bastante tecnológico e conhecido por suas inovações. Então não é de se surpreender que o país quebrou um recorde com o seu reator de fusão “Experimental Advanced Superconducting Tokamak” (EAST), na última sexta-feira.

Oliveira Atacarejo

Reator

O reator chegou a uma temperatura plasmática de 120 milhões de graus Celsius por 101 segundos, conforme informou a agência estatal Global Times. Esse reator também conseguiu sustentar uma temperatura de 160 milhões de gruas Celsius durante 20 segundos.

Fazendo uma comparação, o núcleo do sol consegue atingir “somente” aproximadamente 15 milhões de graus Celsius, segundo a Space.com. Por conta disso, por um momento, o EAST ficou mais de 10 vezes mais quente do que o nosso sol.

O feito é um grande marco para o reator, que recebeu o apelido de “sol artificial” justamente por essa sua capacidade de replicar o processo natural de fusão nuclear das estrelas. Conseguir fazer isso poderia ser uma contribuição para que os pesquisadores consigam desvendar o mistério da criação de uma fusão sustentável e confiável.

“O avanço é um progresso significativo, e o objetivo final deve ser manter a temperatura em um nível estável por um longo tempo”, disse Li Miao, diretor do departamento de física da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul de Shenzhen, China.

Feitos

Esse feito grandioso do redator é impressionante principalmente se for levado em consideração que o reator EAST já tinha atingido uma temperatura recorde de 100 milhões de graus Celsius em 2018.

Além disso, em 2017, ele teve um importante feito, que foi conseguir manter o plasma confinado com alta energia por 101,2 segundos. Essa conquista foi super importante para que o plasma de ordenha fosse possível. Mas para isso a temperatura tinha que aumentar suficientemente para que os átomos se fundissem e conseguissem liberar mais energia do que a gasta no processo.

Para que isso acontecesse vários ajustes e experimentos foram feitos. O EAST se baseou em variadas formas de aquecimento na combinação certa para que fosse criado uma densidade plasmática ideal. Como resultado foi conseguido uma nuvem de partículas carregadas que tinham elétrons aquecidos a mais de 100 milhões de graus Celcius.

“A fusão nuclear representa o futuro da energia limpa, embora isso levará décadas até que um reator saia de estágios experimentais. É mais como uma tecnologia futura que é fundamental para o impulso do desenvolvimento sustentável da China”, disse Lin Boqiang, diretor do Centro de Pesquisa em Economia de Energia da Universidade de Xiamen.

Mesmo assim, esse é um passo bastante emocionante. E as conquistas feitas pelo EAST representam mais um grande passo para que a energia se torne limpa e ilimitada.

Fonte: Fatos desconhecidos

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