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domingo, abril 21, 2024
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O que é Candida Auris, fungo mortal que já infectou três pessoas no Brasil

Com três pessoas infectadas com o superfungo Candida auris em Pernambuco nos últimos dias, as autoridades de saúde estão preocupadas com a evolução da doença, que já registrou 48 casos entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022.

Os pacientes são:

• Homem de 66 anos, internado em hospital particular do Recife;

• Homem de 48 anos internado no Hospital Miguel Ares, em Paulista;

• Homem de 77 anos do Hospital Trisentinal, em Olinda.

A Secretaria de Estado da Saúde de Pernambuco está investigando se as pessoas contraíram a infecção em hospitais ou em outros lugares, além de testar quem esteve em contato com esses pacientes.

O que é isto

A Candida auris é um fungo emergente que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA consideram uma “ameaça à saúde global”. Há três razões pelas quais a agência de saúde dos EUA mantém um alto nível de preparação em relação a um patógeno:1. É muitas vezes multi-resistente, o que significa que é resistente a vários antifúngicos comumente usados para tratar a infecção por Candida. Algumas cepas são resistentes a todas as três classes disponíveis de antifúngicos.

2. Os métodos laboratoriais padrão são difíceis de reconhecer e podem ser identificados erroneamente em laboratórios sem tecnologia específica. A seleção incorreta pode levar a um manejo inadequado.

3. Causou surtos da doença em ambientes de cuidados de saúde. Portanto, é importante identificar rapidamente C. aures em pacientes hospitalizados para que os serviços de saúde possam tomar precauções especiais para evitar sua disseminação.

C. Auris foi descrita pela primeira vez no Japão em 2009. Pode causar infecções da corrente sanguínea e causar a morte, especialmente em pessoas com problemas de saúde, como pacientes internados e idosos em instituições de longa permanência. Estima-se que um em cada três pacientes com uma infecção invasiva (sangue, coração ou cérebro, por exemplo) morrerá.

O CDC observa que, como o C. aures é difícil de identificar, e porque geralmente infecta pessoas que já estão doentes por outros motivos, a infecção pode passar despercebida. Indivíduos saudáveis geralmente não recebem Candida Auris. Por outro lado, pacientes com sistema imunológico enfraquecido, internações e, principalmente, com acesso ao organismo (ventilador, sondas e cateterismo, por exemplo), correm mais risco.

O CDC refere-se à higiene adequada do hospital, do ambiente da casa de repouso e daqueles que frequentam esses locais como uma medida preventiva eficaz. Os sintomas mais comuns são febre e calafrios, que não melhoram com antibióticos em casos de suspeita de infecções bacterianas.

Os pacientes também podem apresentar manifestações cutâneas e infecções de ouvido, de acordo com a agência norte-americana. A maioria dos casos é tratada com uma classe de drogas antifúngicas chamadas equinocandinas. No entanto, alguns não respondem aos medicamentos, o que dificulta o tratamento e obriga os médicos a prescreverem altas doses.

Força-tarefa

Para monitorar a situação e evitar a disseminação da C. aures no país, foi organizada uma força-tarefa nacional composta por representantes da Superintendência de Vigilância e Proteção em Saúde – Sophysa Bahia, da Coordenação Estadual de Controle de Infecção Hospitalar (CECIH Bahia), do Centro de Informações e Respostas Estratégicas de Vigilância em Saúde – Cievs (Nacional, Bahia e Salvador), da Secretaria de Estado da Saúde da Bahia, da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador e da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, além de representantes dos laboratórios do Ministério da Saúde (CGLAB/SVS, Cievs Nacional), Lacen-BA, Rede Nacional de Identificação da C. Oris e Departamento de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde (GVIMS/GGTES) da Anvisa.

A agência está revisando a declaração de risco 01/2017 – GVIMS/GGTES/ANVISA, para refletir sobre a nova situação epidemiológica do país, e incluir outros laboratórios como referência para a rede nacional e as novas evidências científicas disponíveis. Recomendamos que os serviços de saúde e laboratórios de microbiologia estejam atentos às orientações contidas nesses documentos, para que sejam adotadas medidas de prevenção e controle da disseminação desse fungo de forma oportuna e segura.

Os serviços de saúde e laboratórios de microbiologia devem estar atentos às orientações dadas na declaração de risco, para adotar medidas de prevenção e controle da disseminação desse fungo em tempo hábil.

Fonte: redebrasilnews

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