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segunda-feira, fevereiro 26, 2024
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Seca do rio Madeira: Chuva na cabeceira pode causar repiquetes na próxima semana

O Rio Madeira, que registra a pior seca da sua história, deve registrar repiquetes na próxima semana em Porto Velho. É o que revela o boletim de alerta emitido pelo Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Madeira (SAH)

“Repiquete” é o fenômeno que acontece quando as águas dos rios sobem devido às chuvas, principalmente no fim do período de vazante e pode ser confundido com o início do período de cheias, porém o nível volta a baixar logo em seguida.

Segundo o boletim da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), na semana passada foi registrada uma chuva de 17 mm na cabeceira do rio Madeira, na fronteira entre Peru e a Bolívia.

O volume de água deve chegar na capital de Rondônia a partir de domingo (15), provocando assim possível repiquetes no rio Madeira.

“O prognóstico de 15 dias indica que é provável que o nível do rio Madeira em Porto Velho não tenha mudanças significativas de tendências no seu nível”, diz o CPRM.

Seca histórica

Nas últimas semanas, o rio Madeira atingiu níveis mínimos históricos devido à seca que afetou toda a região Norte do país. A extensão de água deu lugar a enormes bancos de areia e “montanhas” de pedras no leito do rio.

Agência Nacional de Águas declara situação crítica de escassez quantitativa no Rio Madeira

A seca que atingiu o rio Madeira já deixou aproximadamente 15 mil moradores ribeirinhos sem acesso à água e, recentemente, começou a afetar a área urbana de Porto Velho, de acordo.

De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), o nível do rio na capital está “inferior à cota mínima observada no histórico de 56 anos de medições”.

A cota mínima é referente ao nível de água mais baixo que o rio atinge no período da estiagem. Há quase um ano, o Madeira havia atingido a cota de 1,44 metro: o menor nível registrado em 17 anos, mas a marca foi superada nesta semana chegou a casa de 1,20.

Em uma nota divulgada nesta semana, a Caerd diz que está “priorizando o fornecimento regular de água para locais que prestam serviços essenciais, como unidades de saúde, escolas e órgãos públicos, para garantir que essas instalações continuem funcionando adequadamente, apesar das condições adversas de abastecimento de água”.

Por g1 RO

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