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quinta-feira, fevereiro 29, 2024
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Sargentos da PM são suspeitos de exigir ouro de garimpeiros em Rondônia: ‘um agradozinho’

Três policiais militares, sendo dois deles sargentos e um cabo, são suspeitos de exigir ouro e dinheiro de garimpeiros, sob a ameaça de prisão. As dragas onde o crime supostamente ocorreu ficam no rio Madeira, em Porto Velho.

A ocorrência narra que os policiais chegaram em uma embarcação, se apresentaram aos garimpeiros como Polícia Ambiental, devidamente fardados e armados como parte da equipe, e questionaram sobre documentações referentes à extração de minério.

Segundo as vítimas, os agentes exigiram um “agradozinho” equivalente a cinco gramas de ouro para não prender quem estivesse na balsa. Os suspeitos também exigiram valores em PIX e os contatos dos donos das dragas. Em alguns casos, fizeram com que os funcionários gravassem áudios para os proprietários, exigindo os valores.

Foram feitas diversas abordagens e a tática aparentava ser a mesma, segundo a ocorrência: exigir ouro para não prender quem estivesse no local.

A ação dos policiais foi registrada por câmeras de monitoramento internas em uma das balsas. Através das filmagens, foi possível identificar a embarcação e a empresa a que ela pertence.

Os policiais que atenderam a ocorrência descobriram que os suspeitos alugaram a embarcação, pagaram com o próprio dinheiro, tanto o aluguel quanto o combustível e que fazem isso frequentemente, sob o argumento que “vão dar uma volta no rio”.

Os suspeitos foram identificados como policiais, sendo que dois deles são sargentos. Um dos suspeitos realmente faz parte do Batalhão da Polícia Ambiental e o outro é ex-integrante da divisão.

A embarcação e outros objetos utilizados pelos suspeitos foram encaminhados para a perícia. A ocorrência foi enviada para a Corregedoria da Polícia Militar (PM) por se tratar de um crime militar.

A PM informou ao g1 que o caso está sendo acompanhado pela Corregedoria com acompanhamento do Ministério Público (MP). Os policiais identificados foram afastados das atividades até o fim das investigações. Informou ainda que a legalidade das atividades da vítima ainda não foi apurada, mas que há operações contra garimpos ilegais na região.

Fonte: g1-RO

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