quarta-feira, junho 3, 2026
Águas de Pimenta

Homem é preso por “sexo a força” e ameaças contra esposa em Vilhena

Um homem foi preso na noite de ontem, em Vilhena, após ser acusado de agredir a esposa, praticar violência sexual sem consentimento e ameaçá-la de morte ao não aceitar o fim do relacionamento. A ocorrência foi registrada no bairro Cristo Rei, depois que a vítima, de 45 anos, acionou a Polícia Militar por meio do WhatsApp. O caso ganhou relevância imediata pela gravidade dos crimes relatados e pela presença de uma criança autista no contexto familiar.

Segundo o relato da mulher aos policiais, o casamento vinha passando por uma crise prolongada, marcada por agressões físicas, xingamentos e episódios recorrentes de violência. Diante da decisão de se separar, o companheiro passou a se recusar a deixar a residência, que, conforme a vítima, foi adquirida por ela. Na data dos fatos, após retornar para casa à noite, o homem se envolveu em nova discussão e reagiu de forma agressiva quando a esposa reafirmou a intenção de encerrar a relação.

Ainda conforme o boletim, ao ser informada de que a polícia seria chamada, a mulher passou a ser ameaçada. Entre as frases proferidas, o suspeito teria dito que ela “não passaria daquela noite” e que, caso fosse preso, iria matá-la. Diante do risco iminente, a guarnição deu voz de prisão e conduziu o acusado à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Vilhena.

Na delegacia, a análise do histórico revelou outros episódios de agressão e a constatação de que o homem mantinha relações sexuais com a companheira sem o consentimento dela, caracterizando violência sexual no contexto doméstico. O filho da vítima, um menino de 6 anos com diagnóstico de autismo, já havia presenciado brigas do casal. No momento da prisão, ele permaneceu na residência sob os cuidados do irmão mais velho, de 22 anos, ambos filhos da mulher de um relacionamento anterior.

O caso segue sob investigação e o acusado permanece à disposição da Justiça. A Polícia reforça que denúncias de violência doméstica podem ser feitas de forma sigilosa e que medidas protetivas podem ser solicitadas para garantir a segurança das vítimas.

Planeta Folha com informações de Folha do Sul Online.

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