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domingo, março 3, 2024
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Organizações indígenas denunciam professor da Unir de preconceito: ‘questionou como o estudante mataria alguém’

Organizações indígenas de Rondônia publicaram uma nota de repúdio denunciado um caso de racismo contra um aluno indígena da Universidade Federal de Rondônia (Unir). Segundo o documento, um professor da instituição colocou o estudante em uma situação vexatória e atribuiu a ele uma imagem de “violento”.

A vítima é do curso de Letras, no campus de Porto Velho (RO). O episódio alvo da denúncia ocorreu em sala, quando o professor corrigiu as provas.

“Concluída a correção, o professor levantou a prova e disse à turma que a nota do estudante era 0,5, quando havia 3 alunas na sala, de modo a constranger o estudante. Minutos depois o professor alegou que o estudante não o ajudaria a instalar o datashow porque havia tirado nota baixa e era vingativo”, consta no documento.

De acordo com as organizações, além da situação vexatória, o professor colocou o indígena em um “papel violento”. O discente chegou a perguntar, em aula, de qual forma o estudante mataria alguém: se com “arma branca”, paulada ou outra arma.

Por conta do episódio, o estudante deixou a sala de aula e decidiu desistir da disciplina lecionada pelo professor. À Rede Amazônica, o aluno relatou que ficou constrangido e abalado com toda a situação e pensa em abandonar o curso.

“Os servidores da Unir precisam ter mais atenção e cuidado com seus atos e palavras e nas questões indígenas, se atentar que os indígenas não são apenas objeto de estudo para publicação de artigos em revistas. Povos indígenas não são história passada, são vidas que ocupam a universidade”, cobram as organizações indígenas.

E esse não são os únicos casos pelos quais o professor é denunciado. A nota narra que o professor também já agiu de forma misógina, rebaixando mulheres da turma ao fazer comentários desnecessários sobre a capacidade delas.

A Unir informou à Rede Amazônica que repudia toda e qualquer forma de discriminação e tem intensificado suas ações de modo a coibir tais situações. Disse também que os procedimentos necessários já estão em andamento para que seja dada uma resposta aos envolvidos e que busca garantir à comunidade acadêmica segurança e acolhimento.

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