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terça-feira, junho 25, 2024
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Auxiliar de Dentista que passou 40 dias internada em Porto Velho após ter o corpo queimado em explosão de churrasqueira em Vilhena, revela constrangimentos com abordagens

O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou, neste sábado, 03, a jovem Fernanda das Neves, 26 anos, que no dia 23 de dezembro do ano passado, foi vítima de um grave acidente doméstico. Ela estava num evento junto com várias pessoas quando a churrasqueira que estava sendo usada explodiu, atingindo também outra garota.

Com várias queimaduras, Fernanda foi atendida primeiro no Hospital Regional de Vilhena, e depois transferida para o Hospital de Base, em Porto Velho. Ela passou 40 dias internada na capital e voltou para casa em fevereiro, mas precisa retornar a Porto Velho periodicamente para fazer acompanhamento.

A vilhenense passou por três cirurgias, uma delas para fazer enxerto de pele. Os procedimentos dolorosos incluíram a retirada de tecido de sua perna para colocar numa parte atingida no pescoço, nos pulsos e nos braços, onde as queimaduras de terceiro grau foram mais profundas.

Na conversa com o site, a auxiliar de dentista agradeceu às pessoas que a ajudaram e aos médicos que a atenderam. Apesar das cicatrizes visíveis no corpo, a jovem, que tem um filho de 06 anos, diz que a aparência não lhe causa incômodo. “Eu gostava de tomar sol, e agora não posso mais fazer isso. Quando saio, mesmo de dia, preciso usar um casaco”, conta, referindo-se a uma das consequências do acidente.

Outro constrangimento para Fernanda são as atitudes de alguns curiosos, que além de olharem para ela com expressão de pena, ainda fazem perguntas incômodas. Ele diz que não gosta de falar do acidente, que ainda lhe causa traumas.

Um dessas pessoas indiscretas chegou a abordar a vilhenense com o seguinte questionamento: “mas você não tinha morrido?”. Apesar desses episódios, a garota diz que está bem e se recuperando com apoio psicológico.

“Eu sou muito grata a Deus e tento levar uma vida normal, apesar dessas pessoas. Não posso me deixar abalar, porque preciso cuidar do meu filho e do meu marido, que me deu todo o suporte para enfrentar essa situação. Eu me sinto um milagre de Deus”, diz, acrescentando que, assim como ela, a amiga atingida pelas chamas também ficou com cicatrizes.

Ao falar do marido, que permanece firme ao seu lado, Fernanda lembra dos comentários maldosos feitos por algumas pessoas, que previam a separação do casal em virtude das queimaduras. “Elas questionavam se a gente continuaria junto por causa das cicatrizes”, finaliza, dizendo que, apesar de tudo, está feliz reconstruindo sua vida.

A acidentada também fez questão de demonstrar sua gratidão à mãe, cujas orações desafiaram (e venceram) as assustadoras previsões de pessoas que não acreditavam que ela voltaria viva de Porto Velho. “Tenho certeza de que as orações dela me ajudaram a vencer essa luta”, finaliza.

Fonte: Folha do Sul

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